terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

"Aldeia de Santa Margarida"

Hoje, quando pelas 07h00 espreitei pela janela, a "coisa" estava um pandemónio, com o vento a dobrar as árvores do jardim do vizinho.
Mesmo assim e porque já estava decidido a ir dar umas pedaladas asfálticas, resolvi sair.
Tomei calmamente a primeira refeição do dia, vesti o fatinho das intempéries e fui buscar a minha "ézinha", a minha companheira asfáltica de muitos e muitos kms.
Resolvi ir até à Aldeia de Santa Margarida, criando um percurso circular.
Esta aldeia, situada em terras da antiga Egitânea e de acordo com alguns registos, terá nascido à volta de um velho Castro, em época remota muito anterior à formação de Portugal.
Abandonei a cidade pelas 07h45 em direção à Póvoa de Rio de Moinhos, com passagem por Caféde.
Era minha intenção parar no Café "A Flor do Outeiro", na Povoa, para o cafezinho matinal e o pastelzinho da praxe, mas desta vez fui defraudado nas minhas intenções, pois o café estava fechado. Sem stress!!
Segui pela estrada da barragem em direção à Lardosa e parei no café do "Ti Maurício" e ali bebi o cafézinho.
Tomei depois o rumo à Orca, passando pelo Vale da Torre e Zebras, bem abanado pela forte ventania, obrigando-me a concentração acrescida e mesmo a ter que tirar o pézinho do pedal uma ou outra vez, em curva mais apertada. Já tenho conduzido com "o copinho" mais direitinho do que hoje . . . livra!!!
Cheguei à Orca e continuei pelas Martianas até à Aldeia de Santa Margarida, onde à saída da povoação entronquei na N.233.
A partir daqui usufrui do vento favorável que me ajudou bastante a recuperar do esforço que tinha feito até ali. Tive alturas que até em pé tinha dificuldade em fazer subidas na ordem dos 4/5%.
Por outro lado foi uma gincana constante a desviar-me de pequenos ramos, folhagem e até algumas pernadas de árvores espalhadas pelo asfalto. De vez em quando lá levava com alguns ramos no capacete!
Em S. Miguel D'Acha voltei à esquerda e cruzei a aldeia para fazer a bonita e panorâmica estradinha que segue para Olêdo, ou Proença a Velha, depende da intenção e voltei ao vento frontal.
Passei Olêdo e a coisa melhorou um pouco, voltando a beneficiar do vento favorável a partir de S. Gens.
Nunca meio empenado tinha feito a subida ao alto da Lousa com tanta facilidade!
Entrei nos Escalos de Cima e optei por seguir pelos Escalos de Baixo, para ter um pouco mais de gozo com o empurrãozinho do vento. Era uma espécie de vingançazinha pelo que já me tinha feito sofrer.
Cheguei a casa com o ponteiro a alcançar as 12h00, debaixo de uma forte ventania, hoje imprópria para passeios velocipédicos, mas, seja como for, esta já está e agora . . . até foi giro! Inté!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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