quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Trilhos a Oeste"

Aproveitando a disponibilidade do Pedro Barroca, combinámos ir hoje dar uma voltinha um pouco mais "musculada", para desabituar o "cabedal" dos 40/50 kms.
E para mim, está na altura de começar a somar mais alguns kms aos percursos, quer em Btt, quer com a asfáltica, se quero levar a bom termo a minha maior aventura deste ano.
Nada melhor que pedalar para oeste, para as bonitas aldeias e singulares lugarejos da freguesia de Sarzedas.
Saimos da cidade pelas 08h15 e rumámos aos Amarelos, passando pelo Monte das Barreiras e Vale dos Gagos, subindo depois aos Maxiais, onde fizémos subir o nível adrenalinico com um soberbo single track. Passámos pelo Vale das Quedas e subimos às Olelas, para descer depois ao Retaxo e daqui, por uns trilhos algo técnicos, chegámos então aos Amarelos.
Parámos, como é habitual, na Padaria Canelas e degustámos o já famoso panike de chocolate, acompanhado por um "panachê". Não está lá muito a favor da "etiqueta", mas sabe mesmo bem!!!
Tomámos agora a direcção das Ferrarias Cimeiras, com passagem junto à Aldeia da Carapetosa, lançando-nos pela "dançarina" descida para a estreita ponte sobre o Rio Ocreza.
Ali parámos para olhar mais uma vez para bonita paisagem daquele profundo vale, que em pouco tempo irá ficar submerso, quando a barragem for construída.
Arfámos a bom arfar, na subida às Ferrarias, já a pensar na rápida descida ao belíssimo Vale do Lagar do Carril, onde efectuámos nova paragem para contemplação e tirar um foto conjunta.
A longa subida ao Vale da Pereira, foi feita à conversa e calmamente chegámos à povoação, onde subimos depois ao VG da Cantareira, ziguezagueando, após rápida descida ao Vale, por diversificados trilhos até Santo André das Tojeiras, onde parámos novamente para uma bjeca fresquinha.
Partimos depois à "conquista" do Porto Gola e com passagem pela Fonte Santa e Vale da Estrada, chegámos ao Monte Gordo.
Cruzámos a estrada, para entrar novamente nos trilhos junto à Escola Primária, agora com o azimute orientado ao Casal das Águas de Verão, onde a recordação da excelente "fritada", que ali degustámos, e bem regadinha que ela foi, nos fez decidir ali ir comer algo mais sólido.
Após passagem pelo Vale Chiqueiro, Barroca da Água, Vale D'Água e Carrascal, chegámos finalmente ao café do Pinta, no Casal.
A D. Lena reconheceu-nos, recebendo-nos com simpatia. E simpáticamente nos arranjou umas bifanas XXL, em pão caseiro, que acompanhadas dum par de bjecas, nos alisou satisfatóriamente a tripa.
Saímos dali pelo Pereiro Cimeiro em direção a VG da Cabeça Alta, tomando seguidamente o rumo das Garridas, onde chegámos através dum antigo single track, já muito fechado pela vegetação. Uma pena!!!
Dalí, orientámo-nos aos Calvos, com passagem pela Boselha, disparando depois por ali abaixo em direção à ribeira com o mesmo nome. A subida, essa, foi muito, mas muito mais lenta, nem a "cevada" das bjecas nos safaram. Foi mesmo puxar ferro até lá cima, Ufa!!!
Já refeitos, passámos ainda pelos Ovelheiros e chegámos finalmente aos Calvos, para uma nova e rápida descida ao bonito Vale da Foz da Líria.
Já com algum desgaste, mas ainda com "combustível" suficiente, subimos ao VG do Canto Redondo, virando para a abandonada Aldeia do Monte Baixo, onde na falta duma boa bjeca, bebi água pelo caldeiro, na fonte da mina local.
A cidade já estava práticamente à vista e foi para lá que nos dirigímos, com passagem ainda pelas Benquerenças de Baixo, Quinta da Lomba, Ribeira da Canabichosa, Baixo da Maria e Talagueira, entrando na cidade pelas 16h15, com 90 kms de bons e exigentes trilhos, já a pensar num retemperador banhinho.
Para alimentar este salutar vício de pedalar e conhecer bonitos recantos e cativantes paisagens, quer estes sejam cá em baixo, ou lá encima, vou na próxima quarta feira, na companhia dum par de bons amigos, efectuar um percurso delineado para começar na Foz do Giraldo, contornar Janeiro de Cima, acompanhando o Rio Zêzere, durante algum tempo e, no regresso, visitar as bonitas cascatas da Fraga D'Alta, junto ao Orvalho. E já agora, verificar se algumas das eólicas por ali "plantadas", estão bem seguras. eh eh eh!!!
Um percurso algo durinho, mas nós, também não somos assim tão moles. eh eh eh!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

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