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"Pelo Vale do Rio de Beijames"

Ontem, foi dia de ir editar uns trilhos ali para os lados de Valhelhas, Verdelhos e serranias limitrofes.

Acompanharam-me o Carlos Sales e o Fernando Micaelo, neste meu vício de pedalar por esses cantinhos "catitas", onde quer que se encontrem. Sem stress e em plena comunhão com a natureza!!!
Saímos da cidade pelas 07h em direção a Valhelhas, onde estacionamos a viatura.
Preparámos as bikes e restante material e rumámos aos trilhos, com um frio, quase de "rachar"!!!
Passámos a Ponte Filipina sobre o rio Zêzere e entrámos na Mata do Galrado com uma vista fantástica sobre o Vale do Rio Zêzere, que seguimos até aos Alvercões, onde tentámos cruzar o rio para a outra margem, para seguir o track, inicialmente delineado, mas . . . Chiça, que a água parecia gelo e ainda tinha alguma profundidade.
Passei ao plano B. Entrámos seguidamente no Vale do Rio de Beijames, , na sua margem direita, pois corre para norte, onde por trilhos, sempre junto ao vale, chegámos a Verdelhos, onde passámos a ponte, para logo no final desta, entrarmos num café, onde tomámos práticamente o pequeno almoço e o cafézinho da praxe.
Agora em sentido inverso voltámos a entrar nos trilhos na zona da Conheira e seguimos o bonito estradão, até entrarmos na Mata da Contenda, sempre em subida até à Portela.
Tomámos o rumo aos Medronhais, numa longa subida e, com passagem pelos Carvalhais, descemos de novo a Verdelhos, agora no outro topo da povoação, cruzando a Ponte Velha em direção aos Muros, onde por bonitos e algo técnicos trilhos, seguimos a margem esquerda do Rio de Beijames, até ao Caramouço Cimeiro, um cantinho de grande beleza, onde cruzámos o rio sobre grandes rochas para a margem esquerda.
Aqui, continuámos pela encosta do vale até ao Cerro Largo, subindo depois à Serra do Covão, seguindo pelo Cabeço do Ribeiro do Boi, onde deparámos com longas subidas, bastante técnicas, até práticamente ao Alto de S. Gião, descendo depois para a Aldeia de Sarzedo, onde em vão, procuramos um "tasco" para beber e comer algo, mas o único estabelecimento da aldeia, estava fechado.
Seguimos agora em direção à Fonte Seca e Abesulha e subimos à Serra da Rachada, onde junto à Casa Florestal, demos início à rápida e adrenalínica descida até à Ponte Filipina, que voltámos a cruzar, agora em sentido inverso e a finalizar esta bela aventura.
Chegámos à viatura, arrumámos as bikes e restante material e, rápidamente apontámos o azimute à Casa de Pasto (Café Ideal), no Vale da Amoreira, para devorarmos umas largas dezenas de peixinhos fritos, distribuidos por duas travessas e acompanhados por umas quantas "jolas"!!!
Depressa esquecemos as dores de costas e de "pernil" . . . os longos "arfanços" e as "tremideiras", quer a subir quer a descer, durante 0s 60 kms desta bonita aventura.
Ficaram as bonitas imagens, retidas nas nossas retinas. . . aquelas horas de convívio e companheirismo e o sabor daqueles apetitosos peixinhos, regados por frescas "jolas", bebidas em largos "goles"!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC
Clip

Comentários

Silvério disse…
Bafejados pela sorte, é o que é!
Mas também como se diz; quem merece merece!
Parabéns por terem escolhido e desfrutado de tão belas paisagens e respectivos trilhos nesta altura especial do ano e obrigado por partilharem com os que "não merecem"!
BOAS FESTAS para TODOS!
Um abraço
Silvério
Fidalgo disse…
E depois sou eu o que tenho a fama das comezanas!!!! Vejam só a desculpa que arranjaram, para ir comer uns peixinhos fritos à casa de Pasto Ideal...Foram andar de bike!!!Ahahahah. Excelente volta, também gostaria de ter ido, mas a minha pedalada anda fraca para vos acompanhar. Um abraço. Fidalgo.
FMicaelo disse…
Excelente voltinha... e ainda por cima com sabores gourmet! Cevada, pão e peixe frito... mais gourmet que isto não há! Ehehehe! Fidalgo isto de "fraco" andamos todos... pega-se na bike e vamos! A fraqueza só se notou na hora de repetir a cevada... ihihihi

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