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"Uma passeata pelo norte alentejano"

Hoje tinha planeado ir dar uma volta campestre com o Vasco Soares.
Entretanto o Jorge Palma, também com um tempinho livre, tencionava ir dar uma volta asfáltica.
Como somos malta democrática, (politica à parte) fomos pela asfáltica, pois o Jorge presentemente não tem bike campestre.
Combinámos encontrar-nos pelas 07h30 na padaria do Montalvão e ali tomámos o primeiro cafezinho matinal.
A voltinha de hoje, estava programada para uma ida até ao Alto Alentejo, aqui logo a seguir ao nosso "quintal".
Antes de partirmos, ainda encontramos o Luís Lourenço que devia vir do "choco", pois ainda não trazia as "persianas" bem abertas e ia também tomar o cafezinho.
Abandonamos a cidade pelo IP2 e por ele pedalamos até Alvaiade, com passagem pelo nó das Sarnadas.
Descemos a Vila Velha de Rodão pela variante e, como não podia deixar de ser, fomos em busca das bolinhas de berlim na Padaria Rodense.
Mas chegamos cedo demais, pois ainda não tinham saído e a espera era um pouco demorada.
Lá nos contentámos com outras doçarias, a acompanhar o segundo cafezinho do dia.
Passamos a ponte sobre o Rio Tejo contemplando aquele belo "painel" das Portas de Rodão, sempre espetacular!
Depois da subida e a meio da descida à Ribeira de Nisa, viramos à esquerda para a Vinagra e Pé da Serra.
Uma bonita estradinha panorâmica, entre serranias, onde dá gosto pedalar. O trânsito é escasso e sendo estreita, sentimo-nos como se pedalássemos numa ciclovia natural.
À saída de S. Simão, fletimos para a direita e por outra estradinha, ainda mais estreita e de singela beleza, continuámos em direção a Nisa, com paragem na ponte, de novo sobre a Ribeira de Nisa, coberta de plâncton verde, ou o que quer que fosse, criando uma paisagem espetacular.
Subimos a Nisa e paramos na esplanada da praça principal, para uma bjeca fresquinha e dois dedos e conversa.
Já estávamos com o azimute virado à cidade e rumámos a Vila Velha de Rodão, parando na fonte antes da casa dos cantoneiros para atestar bidons.
Passamos Vila Velha e seguimos pela N18, com passagem pelo Coxerro, para entroncarmos depois de novo no IP2, que seguimos até à cidade, depois de 112 kms pedalados numa bela manhã, em bom convívio e sã camaradagem.
Uma última paragem na Cruz de Montalvão, para mais uma bjeca fresquinha e acabarmos de por a conversa em dia, calmamente e sem stress, pois . . . "viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe" (Oscar Wilde)
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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