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"Volta vadia por Martim Branco"

Hoje foi dia de volta vadia com a minha "santa".
Saí de casa cerca das 08h e resolvi rumar á bonita aldeia de Martim Branco, num percurso circular e deixando a mente escolher, consoante o cansaço e a vontade.
Abandonei a cidade pelo Valongo e na Caseta dos Cebolais, passei a ponte sobre a via férrea, para seguir o estradão para a abandonada aldeia da Azinheira.
Desci à Foz da Líria e por ali andei entretido, a espreitar alguns dos bonitos recantos da zona e, depois de cruzar o Rio Ocreza, subi aos Calvos, em direção à Nave.
Passei esta castiça aldeia e mais à frente, cruzei a N.233 para o vale do Espadanal.
Sempre por bonitos estradões, uns mais rolantes que outros, fui passando por Vinhas da Tapada Estacal, VG do Valeiro, Muvides, Feteira, Alagoas, subindo depois entre as aldeias de Camões e Chão da Vã, aos olivais do vale da Esteveira de Baixo
O velho caminho que cruzava aquele vale já desapareceu com o acrescento do olival, que está agora a ser completamente vedado.
Lá tive que andar à procura de alternativa, num esquerda direita, até que consegui encontrar caminho para as Carvalheiras, para onde queria ir e seguir o estradão para o Martim Branco.
A aldeia, bonita como sempre, encontra-se em fase recuperação, nomeadamente a antiga rua que, digamos assim, representa a velha aldeia, com as suas bonitas e peculiares casas de xisto a voltarem a ter vida.
Por ali me entretive algum tempo, indo depois até à fonte onde merendei calmamente, enquanto pensava qual o caminho que escolheria para o regresso.
Escolhi o pior, mas também o mais bonito.
Depois de uma primeira tentativa de passar a ribeira para o seguir pelo PR que sobe à meia encosta e segue para o Barbaído, logo desisti, ao verificar o estado em que o mesmo se encontrava, cheio de mato e em algumas zonas quase impenetrável.
Uma lástima para quem quer apostar no turismo rural.
Acabei mesmo por subir a serra, que me fez suar a estopinhas, enquanto a minha "santa" dançava na espessa caruma dos pinheiros caída no trilho e driblava as muitas pinhas por ali espalhadas. E eu a precisar delas para acender a minha lareira no inverno!
Fiz depois uma descidinha arriscada para a Várzea Fundeira, onde cruzei a ribeira, tomando o rumo ao Barbaído.
Passada a aldeia, lá fui galgando kms, passando pela Manssama, antes de chegar ao Juncal do Campo, optando por subir a aldeia pela sua rua principal, para variar.
Depois da aldeia, passei pela Lameira do Velho e Barroca do Fundo antes de cruzar Cafede em direção à Rabaça, onde passei o Rio Ocreza.
Já junto à N.18, resolvi parar na roulotte da "Tia Lulu" para mandar abaixo uma bifana e uma jolinha fresca.
Já há muito tempo que andava com ela fisgada e desta, foi de vez.
Até nem estava má, grelhadinha e com um saboroso pãozinho, soube que nem ginjas. Ficou registado!
Depois por uma rápida passagem por Alcains, junto à escola, fui para Santa Apolónia e por asfalto, segui para a Atacanha, para entrar na cidade pela zona do pinheiro Manso, após 83 kms de pedalada vadia, por montes e vales e como bem me deu na gana, parando ou pedalando, até por vezes falando sozinho, pois então. Um "naco" de mundo que não dispenso!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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