sábado, 3 de janeiro de 2015

"Fratel"

Hoje, na companhia do Jorge Palma, Nuno Eusébio, Álvaro Lourenço e Nuno Maia, fomos pedalar com as nossas "finitas" até ao Fratel.
Abandonámos a Rotunda da Racha pouco depois das 08h00 e depois de cruzar a cidade pela zona suburbana entramos no IP2.
Passamos Sarnadas e Alvaiade debaixo dum friozinho bem fresquinho e só à passagem pelo Perdigão é que a "coisa" começou a acalmar um pouco.
Mas eu gosto da beleza indelicada do inverno. Do modo como o frio e úmido branco nos invade: como se estivéssemos nus à própria natureza. (Jéssica F.)

Identifico-me um pouco com esta bonita frase, mas não penso que vou morrer por isso, nem perco a calma ou o humor . . . apenas tenho frio e saber suportá-lo, é simplesmente uma forma de superação como qualquer outra!
Depois da descida ao Perdigão, passamos a rotunda de acesso ao IC8 e em leve ascensão passamos pelo Vilar do Boi, antes do desvio ao Fratel, onde paramos no Café Martinho, junto à igreja matriz, para a matinal dose de cafeína.
Saímos da aldeia e seguimos pela bela e curvilínea estradinha panorâmica que faz a ligação à aldeia de Vilas Ruivas.
Na descida à foz da Ribeira do Vale do Meio Dia, onde esta despeja as suas águas junto ao pontão sobre a Ribeira de Vilas Ruivas, o gelo na estrada era um pouco assustador e cobria grandes seções de pavimento, obrigando a cuidados redobrados . . . mas até foi um pouco adrenalínico ter que ir a travar sobre o gelo!
Passado o pontão subimos à aldeia, sempre em curva e contra curva. Uma estradinha de que gosto imenso!
Passamos à entrada da aldeia e seguimos para Vila Velha de Rodão, por outra estrada bem catita e, desta vez, com umas paisagens fenomenais sobre o Rio Tejo e as suas colossais portas de Rodão que com a neblina sobre o rio e vales circundantes, tornava a zona surreal. Simplesmente belo. Sem o frio que deu origem a esta neblina, não poderia apreciar tão magnânimas paisagens!
Cicloturista que se preze e que passe em Vila Velha de Rodão sem por a "alpergata" na Bolaria Rodense, é quase como ir a Roma e não ver o Papa!
Mas nós prezamos o fato de sermos cicloturistas, ou melhor, na parte que me toca, não vá por aí ferir alguma suscetibilidade!
Eu e o Nuno Maia não resistimos ao brilho açucarado das reboludas bolas de merkel enquanto que o resto do pessoal se ficou pelos fumegantes pãezinhos com chouriço. Huummm!!!
Depois de dar cabo das calorias das bolas de merkel fizemo-nos de novo à estrada, regressando à cidade pela N.18, com passagem pelo Coxerro e Serrasqueira.
Entroncámos de novo no IP2 nas Sarnadas e chegámos á cidade pouco depois das 12h00.
Uma ultima paragem no café junto ao elefante azul para a "abaladiça" e dois dedos de conversa, concluíram o nosso agradável passeio de hoje, com 79 kms pedalados em boa companhia.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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