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"Paredes de sirga no trilho das jans - PR1, em Btt"

Já há uns tempos que tinha planeado ir pedalar nas paredes de sirga que ladeiam a margem esquerda do Rio Tejo entre a barragem do Fratel e o embarcadouro da Amieira do Tejo.
Ontem foi o dia.
Aproveitando a companhia do Sandro Gama, fomos até Nisa na minha "fragonete" que estacionamos junto à churrasqueira, onde se comem umas belas bifanas.
Descarregamos e preparamos as bikes e restante material e fomos tomar o cafezinho matinal bum dos cafés do jardim.
Por asfalto e em jeito de aquecimento fomos até à Lameira das Pedrinhas, onde entramos nos trilhos, bastante enlameados por sinal. Uma autêntica dança entre paredes, até chegarmos ao Monte Claro a primeira aldeia que nos viu passar naquela manhã bem fresquinha.
Seguimos depois até à Falagueira, em trilhos mais abertos e menos lamacentos, cruzando eucaliptais até passarmos sob o IP2, apanhando o estradão para Vila Flor.
Depois da passagem pela velha ponte romana da Ribeira do Figueiró, subimos um pouco e viramos à direita para a Vinha da Ordem, onde desfrutamos da primeira vereda do dia, bem verdinha e engraçada..
Chegamos à cumeada, com uma vista soberba sobre o rio tejo e a barragem. Simplesmente soberbo!
Descemos ao rio por uma descida bem acentuada, onde o Sandro mostrou valentia ao descê-la sem apear. Aquilo é brutal! Eu cortei-me! Em determinada altura estava a ver que tinha que largar a bike e mandar-me para o lado. Ainda consegui desmontar a tempo!
Depois de umas dezenas de metros não cicláveis  em que foi necessário empurrar a "menina", entramos na parede de sirga. Um espetáculo e uma beleza impar, além de algo perigosa, pois estava um pouco escorregadia. Mas dava cá uma pica!!!
Foi o momento alto desta pequena aventura campestre ao pedalar naquela parede que acompanha o Rio Tejo, onde um pequeno descuido pode significar um banho forçado, uns metros mais abaixo de consequências imprevisíveis. Mas nada pode apagar aqueles momentos de adrenalina!
Chegamos ao embarcadouro da Amieira do Tejo, onde termina o trilho e subimos um par de centenas de metros em asfalto, para virarmos à direita, para a Tapada do Doutor, e entrarmos numa dura subida que nos levou praticamente á entrada da Amieira do Tejo e ao seu bonito castelo. Um belo exemplo da arquitetura gótica militar, onde fomos dar uma espreitadela
Subimos depois à colina onde a bonita e imponente Capela do Calvário domina a paisagem.
 Erigida graças à vontade expressa em testamento de Vaz Caldeira, sargento mor da Amieira, foi decretada imóvel de interesse público em 1950.
Abandonámos aquela bonita vila pelas Hortas de S. João e subimos à Ermida de S. João da Charneca, que marca o início dos extensos eucaliptais por onde nos embrenhámos até Arez, onde entramos pelo Vale do Marque.
paragem obrigatória no restaurante do Rui, um recanto já meu conhecido de um par de travessias de Castelo Branco a Fátima em btt.
Ali comemos uma bela sandocha mista e uma bjeca que nos revigorou  para a última parte deste bonito percurso até Nisa, onde chegamos depois de passarmos pela Quinta do termo de Arez e pelo Sachinho.
Uma bela manhã de aventura com uma bela voltinha campestre, em modo vadio, na agradável companhia do Sandro Gama.
49 kms de boas pedaladas, trilhos bastante variados, alguns com a adrenalina a puxar pela emoção, num espaço recheado com uma panorâmica fabulosa. 
E já agora, citando Franz Kafka . . ."Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece."
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

Comentários

Pela aparência, uma passeata com trilho muito bonitos.
Belo post.
Abraço
Pinto Infante

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