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"Montes da Senhora"

Hoje, na companhia do Jorge Palma e do Paulo Jalles, fomos dar uma "passeata" com as nossas asfálticas até aos Montes da Senhora, uma povoação muito antiga, de fundação anterior à monarquia, provávelmente do tempo da dominação mourisca, guardada pelo belo maciço da Portela das Talhadas e Serra do Chão do Galego.
Saímos da cidade pelas 07h30 em direção à Taberna Seca descendo seguidamente ao Rio Ocreza, que cruzámos pela sua bonita ponte medieval, para enfrentarmos a primeira dificuldade do dia, na ascensão aos Vilares de Cima.
Passámos Cabeço do Infante, Sarzedas, Vale d'Água e Monte Gordo e descemos novamente, desta vez à Ribeira do Alvito, cruzando a sua ponte romana, e logo depois, a segunda dificuldade com a subida à Catraia Cimeira, onde parámos, no Café das Bombas, para a matinal dose de cafeína e dois dedos de conversa na esplanada.
Voltámos às bikes e em pedalada calma e descontraída fomos galgando kms, virando à esquerda em direção aos Montes da Senhora, após passagem pelo cruzamento do Alvito.
Cruzámos a povoação e durante vários kms, até chegarmos ao Sobral Fernando, fomos absorvendo toda aquela fantástica panorâmica criada pela Portela das Talhadas e Serra do Chão do Galego, sobre a nossa esquerda e o bonito vale, sobre a direita.
Passámsos pelas Rabacinas, outra castiça aldeia cá do nosso interior e parámos na ponte sobre o Rio Ocreza, à entrada para a Foz do Cobrão, com uma bonita perspetiva sobre o vale, que se abre logo após as belas Portas de Almourão.
Foi penosa e sempre difícil, pelo menos para nós comuns cicloturistas, a subida pela aldeia, pela sua forte pendente em piso empedrado e já em asfalto até ao miradouro, bem lá no alto.
A última grande dificuldade do dia estava superada, agora era desfrutar daquele espetacular troço de estrada panorâmica sobranceiro ao Rio Ocreza até ao Chão das Servas, onde nos começámos a desviar para a Sarnadinha.
Parámos na fonte de Alvaiade, sempre a jorrar durante todo o ano, para atestar bidons e seguimos para a Távila, onde iniciámos a descida a Vila Velha de Rodão, com passagem pelo Gavião de Rodão.
Parámos na Bolaria Rodense, um vício já adquirido, onde comemos um saboroso bolo, ainda quentinho, a acompanhar uma bebida fresca.
Rumámos então à cidade com passagem pelo Coxerro, desviando à entrada de Sarnadas para os Cebolais de Baixo e logo depois Retaxo, onde brincámos com um par de acelerações até ao antigo IP2, para paulatinamente chegarmos à cidade, onde nos despedimos do Paulo Jalles.
Eu e o Jorge fomos ainda até à Pastelaria Chocolate para bebericarmos uma bebida fresca e conversarmos um pouco.
Concluimos a nossa "passeata" de hoje após 98 kms pedalados num bonito e divertido percurso circular.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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