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"Pela Cova da Beira e Serra da Maunça"

Hoje, fui mais o Nuno Dias dar umas pedaladas por um dos locais por onde particularmente gosto de andar de bicicleta . . . A Cova da Beira. Claro está, que para a "coisa" ficar um pouco mais "apimentada", há que criar condições para que a adrenalina nos tolde o corpo e o suor nos dificulte a progressão. Por isso,uma incursãozita por algumas das serras vizinhas, como a Gardunha, Maunça, Açor, Zibreiro, ou Carrapata entre outras, é mais que suficiente para acabar a jornada com uma boa dor de pernas.
Desta vez escolhi a Serra da Maunça com uma visita á bonita e serrana Aldeia do Açor, em pleno Parque Eólico da Gardunha.
Fui buscar o Nuno Dias, ainda um pouco antes das 07h e rumámos ao Fundão. Estacionámos a viatura junto à Pastelaria "Arte e Tradição" e ali tomámos o pequeno almoço.
Preparámos as bikes e restante material e fizémo-nos aos trilhos com os primeiros kms em alcatrão para um conveniente aquecimento.
Passámos toda a Zona Industrial e entrámos nos trilhos na zona das Barradas para pouco depois cruzarmos a Ribeira da Meimôa para a Quinta das Malhosas.
A primeira dificuldade aconteceu nuns quantos topos pela Costa da Galinha até aos Cabris, onde efetuámos um par de descidas que nos puseram o corpinho em alerta máximo, pois além de bastante inclinadas, eram um pouco técnicas com pedra solta e alguns regos.
Encostámos ao Rio Zêzere e acompanhámo-lo até Silvares em trilhos espetaculares pelos Carvalhais e Eirinha, seguindo-se um fantástico single track pelo Vale da Silha, passando a trilhos mais abertos e com algumas passagens peculiares, pelo Crespo e Vale da Malhada.
Chegámos a Silvares e abancámos num bar onde bebi uma fresquíssima imperial preta. O Nuno experimentou a coca cola, mas não deve ter gostado, pois voltou-se para as loirinhas.
Saímos de Silvares, para enfrentar a grande dificuldade do dia.
Uma loooonga subida, onde os kms são enormes e arrastámo-nos, "serrando" por ali acima, pelo Valongo e pela Lomba, com zonas de forte pendente, chegando aos 20%.
Uma centena de metros antes de entrarmos na estrada que segue para o Açor, pelo alto da serra, não resistimos a uma breve paragem.
Um indivíduo estava calmamente a encher uns quantos bidons com a pura água que brotava duma castiça e improvisada fonte, oriunda da serra.
Dois dedos de conversa e com uma pequena garrafa que ali se encontrava, saciámos a sede em dose dupla. Que bela água. Naquele momento fez-me esquecer as "jolinhas" tão apetitosas.
Chegámos ao Souto Altinho, o ponto mais alto da nossa jornada de hoje e descemos ao Açor, onde parámos num pequeno restaurante, mais á moda de tasca, mas bastante engraçado, onde virámos mais uma "loirinha", pois o Vale da Ribeira da Enxabarda, com a sua arrepiante descida em SS aguardava a nossa passagem.
Quando estávamos de saída, uma senhora que estava no estabelecimento, perguntou-nos! Então vossemeçês vão pelo caminho de terra batida! Nós respondemos afirmativamente e ela disse . . . Mas vocês não conseguem lá passar de bicicleta. O caminho está muito mau e é muito inclinado. Com mais pica ficámos e foi com grande prazer e com adrenalina em alta, que o fizémos. Maravilhoso aquele par de kms!!!
Depois pelo vale, aquele trilho ladeando a ribeira e as hortas foi fantástico.
Chegámos à Enxabarda e, . . . pois claro . . . mais uma loirinha para acalmar a tremideira dos últimos kms.
 Já tinhamos acalmado, quando entrámos em mais um single a ladear a Ribeira da Enxabarda, agora em direção ao Castelejo. A adrenalina voltou a subir. O dia estava a ser fantástico. Já há uns anos que por ali não pedalava, desde a minha última e única participação na Maratona do Paúl. Foi bom recordar umas quantas boas pedaladas que por ali já tinha dado e que hoje "pus em dia", na excelente companhia do Nuno Dias.
Passámos pelo Castelejo e não parámos, rumando ao Freixial com passagem pela Portela.
Dali e já em plena planura, seguimos pelo Chão da Velha, passámos pela Herdade dos Quinteiros e na Quinta da Comenda, virámos o azimute ao Fundão, onde chegámos, após passagem pela Quinta dos Mestres e Aldeia de Joanes.
Tinhamos percorridos 64 kms, com uma diversidade de trilhos e paisagens fantásticas. Estávamos divertidos e contentes após uma bem agradável manhã de aventura e companheirismo.
Arrumámos as bikes, mudámos superficialmente de roupa para não sujar os banquinhos do "pópó" e fomos até à Tasca da Estação onde completamos a nossa "irrequieta" manhã de pedaladas, com uma boa bifana e um bjeca bem fresquinha.
Regressámos a casa satisfeitos e com a promessa de novas aventuras, logo que haja oportunidade.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

 

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