quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

"Por terras de montado"

Eram 07h30 e eu a olhar para o teto do quarto. Nahhh!!! Isto não é vida.
O facto é que me apetecia ir "vadiar" um pouco.
Pequei no "Tanganho", pensei um pouco e decidi ir até à zona de montado, pedalar por entre sobreiros e azinheiras ali para os lados de Monforte da Beira.
Já há uns tempos que ando para dar uma olhada a uns trilhos ali para os lados do Monte Barata e Vale de Paio e hoje, foi o dia.
Pelas 08h30, pus pés no pedal e fui em direção ao single do Quinteiro, onde entrei nos trilhos.
Passei no Monte do Forninho do Bispo e fiz todo o sobe e desce até ao VG do Alcaide, lançando-me seguidamente descida abaixo até ao Monte do Jambum, onde entrei no estradão para o Monte da Ponte e Ponte do Ponsul.
Subi depois ao Monte do Pardal e com passagem no Picado de Baixo e de Cima, entrei no asfalto, que segui até ao VG da Farropa, onde tomei a direção do VG da Sapateira, mesmo ao malhão do Monte da Granja dos Castelos.
Continuei as minhas pedaladas e desci para o Monte do Barrelas e, contornando a Serra do Carregal, cruzei o asfalto no cruzamento da estrada de ligação Monforte - Malpica e desci á Ribeira da Cachaça, que ladeei até ao Monte do Saraiva.
Passei as ruínas do casario do Monte do Lopes e tomei a direção do Monte Barata, que contornei, rumando seguidamente ao VG da Castiça.
Os trilhos por aquela zona começam a ser escassos para a malta do pedal, pois está quase tudo aramado e com grandes portões fechados a cadeado, pelos senhores da caça. Qualquer dia, nem os proprietários lá conseguem entrar!!!
Tive que seguir para a Casinha do Chicharro, onde apanhei o estradão que vem do Galisteu, até ao Malhão do Couto do Javiel, onde virei à direita e, de novo tive que seguir encostado às aramadas até ao Lameiro da Caiada onde desci para a Feiteira, pedalando depois pelo bonito trilho entre paredes e sobreiros, pelas Hortas de Alcains, entrando em Monforte da Beira pela Capela de Santo António.
Parei no Café do Joaquim Padeiro e por ali me mantive algum tempo à conversa com o Tó, filho do Joaquim Padeiro, enquanto bebericava uma bebida e comia algo mais sólido.
A pressa não era muita e os trilhos iam esperar por mim!!!
Saí de Monforte em direção ao Monte da Sancada, a pensar na sobremesa. Comer um par de laranjinhas colhidas no laranjal. Mas alguém se tinha antecipado!!! Encontrei ali estacionada uma carrinha de "ciganos" e não quis parar. Também deviam de andar a "comprar" laranjas. eh eh eh!!!
O destino era agora o Monte Grande e a sua bonita barragem. Já me estava a "lamber" por pedalar no single da pedra redonda, por mim desencantado há dois anos atrás.
Mas fiquei-me pela intenção, pois toda aquela zona tinha sido recentemente lavrada, pelo que tive de encontrar caminho alternativo e pela planície, lá cheguei à barragem. Estive por ali um pouco a olhar para aquela bonita panorâmica. Fiz um par de disparos com a minha digital e fiz-me ao trilho.
Passei ao fundo do arraial do Monte Grande e segui o estradão paralelo ao vale até ao malhão do Monte da Granja dos Castelos, onde encostei à Ribeira do Vidigal, pelo extremo oposto, até à Malhada do Sordo, entrando depois no vale da margem sul do Rio Ponsul, pelo lado do Monte do Escrivão, até à ponte medieval.
Cruzei para a ponte nova pela velha fábrica de tijolo e fui até ao Monte Clérigo, onde subi até à lixeira da Valnor, voltando a cruzar a estrada, agora para o S. Martinho, voltando a entrar na cidade pelo single do Quinteiro, com 82 kms pedalados por belos montados de sobro e azinhal, com uma ou outra subidita para apimentar a "coisa" e sobretudo, com a satisfação de um dia bem passado, sem stress e a meu belo prazer.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC
Clip vídeo:

3 comentários:

Silvério disse...

Don António "Solitarius"!
Sei que "Aliquando melius est unum quam in malam societatem".
Mas será que não vale a pena pensar que há sempre alguém e uma forma de nunca estarmos sós. Esta passagem é tão rápida, que tudo o que pudermos fazer por fomentar o convívio com os AMIGOS, seguramente acrescenta valor às nossas vidas.
Bom, mas vamos ao principal deste comentário:
A solo, com uma câmara na mão e uma ideia na cabeça, e vice-versa (eheheheh), para além da satisfação pessoal também a proporcionou aos "seguidores", através das belas fotografias e descrições exaustivas sobre os lugares trilhados!
Bom Grande!
Parabéns!
Até aos trilhos... ou fora deles.
Um abraço
Silvério

AC disse...

D. Silvério.
Agradeço bastante a tua preocupação, mas . . . eu nunca estou só!!! Gosto imenso da minha companhia!!!
Abraço
AC

FMicaelo disse...

Boa voltinha, ainda por cima pelos meus recantos de infancia, alguns dos quais estão bem diferentes, para pior pois agora ja por lá passa pouca gente = mato!

O Silverio tem razão... sozinho por alguns destes cantos...

Faça-o de boa saúde sff!