sábado, 24 de março de 2012

"Rosmaninhal"

Como préviamente combinado com o Jorge Palma, hoje fomos até ao Rosmaninhal . . . uma aldeia enorme, antiga vila, de largas ruas e casas pobres, situada numa região de aspeto extremamente rústico e isolado.

Saímos da cidade pelas 08h e rumámos ao Ladoeiro, com passagem em Escalos de Baixo.
Na aproximação a esta aldeia, encontrámos o Ti João dos Escalos que seguia ao encontro da rapaziada que se costuma juntar na Rotunda do Continente.

Fez-nos sinal de paragem e pediu-nos a opinião sobre uma fissura na forqueta da sua bicicleta.
Ao ver aquilo fiquei surpreendido e preocupado com a integridade física daquele octogenário amigo e ainda fogoso pedalante.

Ambas as hastes da forqueta apresentavam fissuras e davam a indicação que poderiam partir a qualquer momento.

Aconselhámo-lo a voltar a casa, pois estava a umas escassas centenas de metros e pedir que lhe levassem a bike á oficina. Ainda tentou ir assim até Castelo Branco, mas conseguimos demovê-lo.
Se até ao Ladoeiro o vento já dera uma indicação do que seriam as dificuldade de chegar ao Rosmaninhal, a partir dali, foi um suplício com o forte vento sempre de frente, pois a zona era bastante descampada e pouco arborizada.

Mas lá chegámos, parámos no café à entrada, para nos alimentarmos e tomar a matinal dose de cafeína.

Seguimos depois em direção ao Côto dos Correias, numa estrada panorâmica, com uma envolvente espetacular. Uma pequena aldeia cuja única rua é a estrada que a atravessa, entre bonitas construções em xisto.

Rápidamente descemos à ribeira das Cegonhas, que cruzámos para apanhar a também bonita estradinha panorâmica para Monforte da Beira, após descida ao Rio Aravil, numa zona de onde guardo tantas recordações, na passagem do rio e em jornadas de pesca e de caça, de há muitos anos, quando ainda era um velho e poeirento caminho.

Em Monforte fizémos nova paragem no Café do Joaquim Padeiro e ali comemos mais qualquer coisa para afrontar os últimos 24 kms e cujo final "arfante" não conseguimos evitar.

Eram 13h quando entrámos na cidade, com 101 kms pedalados, hoje bastante dificultados com o vento, mas gratificantes pela paisagem, pelo isolamento e quietude daquele recanto de aspeto rústico e isolado e pela companhia do amigo Jorge, com quem particularmente gosto de pedalar, pela sua filosofia e forma como desfruta destas lúdicas manhãs de cicloturismo.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

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