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GR Vale do Coa - Dia 2 - De Miuzela à Quinta Nova"

O primeiro dia da GR tinha sido um sucesso. Lindas paisagens e trilhos bem catitas tinham cativado a malta.
O cuidado na preparação da rota, os abastecimentos e o alojamento foram uma mais valia desta travessia e, no meu caso, a ansiedade para este segundo dia estava em alta.
Pela manhã, lá tomei o pequeno almoço na casa da Juventude de Almeida, onde fiquei alojado e pouco depois das 08h00, já com a malta toda reunida, seguimos de autocarro para a Miuzela, para dar início ao segundo dia de aventura.
Fomos buscar as bicicletas que tinham ficado guardadas num pavilhão da junta de freguesia e depois dos preparativos habituais, fizemo-nos aos trilhos.
Descemos por asfalto até à ponte sobre o Rio Coa e depois de duas centenas de metros em subida, viramos à esquerda à entrada da povoação de Badamalos e descemos para a margem do rio que acompanhamos durante alguns kms desfrutando de maravilhosas paisagens e trilhos espetaculares, onde não faltou a travessia de algumas peculiares pontes pedonais.
Cruzamos o rio para a outra margem por uma dessas bonitas passagens e chegamos a Porto de Ovelha, que cruzamos, seguindo para a aldeia do Jardo, onde efetuamos o primeiro abastecimento, junto ao rio, com uma soberba vista sobre a ponte se S. Roque.
Sempre pedalando, ora em bonitos e alguns algo técnicos carreirinhos, ora em panorâmicos trilhos, chegamos a Almeida, onde tinhamos montado o "quartel general", mas não era ainda para ficar.
Paramos sim, mas para o segundo abastecimento do dia, numa das portas de entrada da vila.
Depois das calorias repostas, continuamos em direção à Quinta Nova, o final da etapa de hoje, abandonando Almeida pelo Arrabalde de Santo António.
Por trilhos espetaculares e magnânimas paisagens seguimos em direção a Cinco Vilas, descendo depois para junto do rio onde se pudemos observar as ruinas de uma bela ponte romana, destruída em 1909 por uma cheia, conservanso ainda 3 dos 5 arcos primitivos.
A chegada à Quinta Nova um belo osso de roer feio por uma bela subida em calçada, que presumo seja o caminho conhecido como "Estrada de França", restos de uma antiga calçada romana que fazia parte da via imperial que ligava a cidade da Guarda a Astorga.
Conquistado aquele belo carocinho, segui-se um par de kms em estradão rolante até ao final da etapa, que culminou no belo empreendimento "Encostas do Coa", onde fomos brindados com um belo lanche de final de etapa.
Depois de guardar as bicicletas nas instalações daquele espaço rural, regressamos a Almeida no autocarro que nos acompanhou ao longo destes três maravilhosos dias de aventura.
Depois do banhinho tomado, fomos jantar a nosso restaurante adotado, o "Granito".
Seguiu-se uma visita noturna à vila entre muralhas e uma ginjinhas num dos seus peculiares bares para manter o corpo quentinho, pois o calor não abundava por aquelas bandas.
68 kms de excelentes pedaladas, paisagens únicas e boa e sã camaradagem, tornaram este dia num belo dia para mais tarde recordar.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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