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"Pelos vales profundos da Póvoa de Cambas e Malhadancha"

Hoje apeteceu-me ir até à zona do pinhal com a minha '"ezinha" visitando algumas aldeolas meio esquecidas nos vales profundos da Ribeira da Malhadança.
Saí de casa pelas 08h00 e rumei à Taberna Seca, onde desci ao Rio Ocresa para efetuar a primeira subida do dia aos Vilares de Cima.
Aqui fleti à direita para uma sequência de estradinhas panorâmicas que me levaram pelos Pereiros, Malhada do Servo, Grade e Vale de Maria Dona até à Azenha de Cima, sem trânsito e com uma panorâmica espetacular.
Se até ali a "coisa" até estava a ser engraçada, a partir dali começou a doer um pouco com a subida ao Pião.
Pensando eu que aquela era a pior subida do dia, lá mais para a frente comecei a lembrar o "meu rico piãozinho".
No entroncamento lá no alto, segui pela esquerda pela zona da Juncosa e Vidigal e valeram-me as brutais paisagens para amenizar um pouco a coisa . . .mas sem stress! A ideia hoje, era mesmo puxar um pouco pelo caparro, pois o que me espera no próximo mês, tem tanto de dureza, como de beleza pura e selvagem.
Este fim de semana segui o Rio Coa da nascente à foz. No próximo mês irei segui o Rio Tejo desde a nascente nos Montes Universais (Albarracin) até Toledo, numa primeira parte.
Quando cheguei ao Estreito, foi um alívio, quando me sentei no café/supermercado para tomar calmamente o cafézinho matinal.
Voltei a montar a minha "ézinha ", a minha fiel companheira de muitas jornadas aventureiras e passei pelo Retaxo e Ameixoieira, antes de entrar na aldeia do Roqueiro, que cruzei até à sua extremidade, onde se encontra o disfarçado entroncamento para a Póvoa de Cambas.
A paisagem naquela zona é simplesmente brutal, rasgada pelo inclinado vale da Ribeira da Malhadancha.
Comecei a descer para a simpática aldeia de estreitas ruelas de irregular empedrado e o meu "garminzito" marcou 22% numa parte da longa e bem inclinada descida. Logo pensei . . ."Chiça", e eu que estive para dar a volta a contrário!!!  Um  belo recanto para os "KOMistas" cá do burgo.
Depois de cruzar a aldeia e bem abanadinho dos paralelos, lá cheguei ao asfalto e não tive outro remédio senão continuar sempre em sentido ascendente até Vilar Barroco, depois de passar pela Malhadancha.
Uf . . .um bocadinho para descansar, pois mais à frente, esperava-me o Vilar Barroco e o par de subidas, mais suavizadas até começar a descer para a Foz do Giraldo.
A longa descida à ponte da Ribeira do Tripeiro, voltou a por a máquina a funcionar já com a normalidade habitual e depois de passar o Salgueiro do Campo, Castelo Branco, foi um regalo para a vista, depois dos 105 kms deste meu passeio asfáltico de hoje, por locais de paisagens únicas e aldeias meio abandonadas ali para a zona do pinhal.
Amanhã vou comer um pastelito de nata a um cantinho qualquer para desemperrar o cortiço. Se fosse atleta, diria que iria fazer um treininho de recuperação ativa, mas como não sou, vou apenas fazer uma pequena passeata para descomprimir.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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