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"Rota da Malcata"

Na passada terça feira fui dar uma volta de asfáltica com o Rui Salgueiro e deixamos logo em standby uma aventurazita, em modo vadio, pela Serra da Malcata e Sierra de Gata.
Ontem confirmamos a disponibilidade e hoje fizemo-nos à estrada.
Pelas 07h00 fui buscar o Rui junto à sua residência e na minha fragonete, partimos em direção a Penamacor, o ponto de partida e chegada do nosso passeio de hoje.
Ainda não eram 8h00 quando partimos do parque de estacionamento das bombas de Penamacor em direção à Meimoa, calma e descontraidamente, aproveitando o pouco declive ascendente para por "todas as peças" em bom funcionamento.
Passamos pela aldeia e um pouco mais à frente viramos à direita para o Meimão, com paragem no paradão da Barragem da Meimoa para apreciar aquela bonita bacia hidrográfica.
Chegados ao Meimão, esperava-nos uma "maldadezita" com a subida da Serra da Malcata ao Parque Eólico, com uma pendentezinha de respeito e um início complicado, pelas estreitas ruelas empedradas da aldeia.
A magnânima paisagem amenizou um pouco esta durinha subida e lá no alto, aquela bonita estradinha a serpentear pelas eólicas valeram bem o esforço.
Tanto eu, como o Rui, chegamos à linda aldeia da Malcata com um sorriso de orelha a orelha.
Antes, fizemos uma pequena paragem na ponte sobre a Barragem do Sabugal, para apreciar toda aquela panorâmica.
Cruzamos a aldeia com passagem por algumas das suas castiças ruas de calçada de xisto e seguimos pela nova estrada que liga aquela aldeia a Quadrazais, num constante sobe e desce e paisagens deslumbrantes.
Chegamos aquela povoação depois de cruzarmos o Rio Coa e tomamos o rumo a Vale de Espinho e logo depois Foios, onde paramos no Bar/Restaurante El Dorado para a minha já conhecida e bem apreciada sandocha mista de queijo da serra e presunto. Uma delícia.
Até à Aldeia do Bispo foi outro sobe e desce, agora com a estrada um pouco mais irregular, seguindo depois para a Lageosa da Raia, onde entramos em Espanha, rumo a Navasfrias.
Se até aqui o vento nos complicava um pouco a progressão, a partir da entrada em Espanha, aumentou de intensidade e mesmo a descer para Navasfrias, tínhamos que pedalar.
Passado aquele bonito "pueblo" seguimos por uma panorâmica e estreita estradinha, bem sombreada nos primeiros kms com os imensos carvalhos que a bordejavam, até que entramos numa zona mais árida já na parte final, onde entramos no departamento provincial de Cárceres e iniciamos a descida a Valverde del Fresno pelo brutal "Puerto de Navasfrias" Lindo e adrenalínico! 
Paramos no Restaurante da "Doña Laura", não para almoçar, mas para beber um par de "cañas" fresquinhas acompanhadas com com um "pincho" para abocanhar.
Até ao final ainda faltavam 35 kms que vencemos com alguma dificuldade, pois o vento frontal e o ondulado do terreno puseram à prova a nossa capacidade de resistência.
No final, pudemos dizer prova superada.
Chegamos junto à viatura com 125 kms bem pedalados por bonitas estradas, algumas bem desafiantes, desfrutando de deslumbrantes paisagens na ligação das duas serras, que unem Portugal a Espanha . . .Marcata e Gata.
O vento dificultou-nos bastante a progressão, mas não a vontade de pedalar e de desfrutar desta aventura, em modo vadio, a forma que mais aprecio para desfrutar deste belo e ludico desporto.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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